No início dos anos 2000, meu colega, amigo e rival Simon Pennyworth voltou de uma viagem a Nova Iorque com uma ideia perigosa. "Ptardio," disse ele, baixando a voz sobre a mesa. "Eles têm sistemas lá que executam negociações automaticamente. Terrivelmente avançados." Pennyworth passou o fim de semana instalando o que ele chamava de seu motor de execução automatizada, que na verdade parecia ser uma planilha bastante alarmante conectada ao mercado. Na manhã de segunda-feira, ele ativou-o para executar discretamente uma posição modesta em uma ação de telecomunicações europeia. A princípio, Simon estava insuportavelmente satisfeito consigo mesmo. "Viu? Os americanos estão anos à frente." Então, o estagiário sentado ao lado dele se inclinou. "Sr. Pennyworth… por que ele continua comprando?" Ele franziu a testa e abriu as configurações. Em vez de fazer um único pedido de 20.000 ações, Pennyworth acidentalmente instruiu o sistema a comprar 20.000 ações a cada cinco minutos. E ele não sabia como parar isso. A posição estava crescendo a uma velocidade normalmente associada a culturas bacterianas. Pennyworth logo estava atingindo o ponto de ebulição. Ele se levantou, pegou o bastão de críquete que usávamos para os jogos de sexta-feira à tarde no escritório e começou a esmurrar seu computador até transformá-lo em uma peça de arte moderna. Um rapaz do TI, que veio ver qual era a confusão, limpou a garganta. ...