A Lei Seca não parou de beber. Isso criou a máfia. A guerra às drogas não impediu o uso de drogas. Ele encheu prisões e financiou cartéis. Banir criptografia não vai impedir segredos. Isso só vai transformar os cidadãos em criminosos. Esse é o padrão mais antigo da civilização: banir um comportamento humano fundamental e vê-lo se esconder. O comportamento não desaparece. Só se torna perigoso, desregulado e controlado pelas piores pessoas em vez das melhores. Privacidade é um comportamento fundamental. As pessoas sempre sussurram. Sempre escondia coisas dos outros. Sempre mantiveram partes de suas vidas separadas das outras. Isso não é desvio, é arquitetura. A psique humana exige quartos com portas. Quando os governos pressionam para banir criptografia forte, impor portas dos fundos ou proibir ferramentas de privacidade, eles não estão prevenindo o crime. Eles estão criando um mundo onde só criminosos têm privacidade porque criminosos não seguem proibições. Pessoas cumpridoras da lei entregam suas chaves de criptografia. Criminosos não. Pessoas que cumprem a lei usam exchanges KYC. Criminosos não. Pessoas cumpridoras da lei obedecem. Criminosos circulam por aí. O resultado? As pessoas que mais precisam de privacidade – jornalistas, dissidentes, sobreviventes de abuso, ativistas – perdem a cabeça. As pessoas que realmente causavam dano nunca usavam sistemas conformes de qualquer forma. Toda proibição de privacidade é uma proibição. E toda proibição cria exatamente o submundo que dizia evitar. A alternativa: integrar a privacidade na infraestrutura tão bem que não seja uma escolha. Não é uma posição política. Não é um comportamento suspeito. É assim que o sistema funciona. O jeito que o dinheiro sempre funcionava.