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O Hubble captura um trevo cósmico de quatro folhas: uma supernova duplicada pela gravidade! Astrônomos que usam o Telescópio Espacial Hubble da NASA alcançaram um feito inovador: avistar uma única supernova distante (estrela explosiva) dividida em quatro imagens distintas graças ao poder alucinante da lente gravitacional! Esse fenômeno raro ocorre quando a intensa gravidade de uma galáxia elíptica em primeiro plano (embutida no enorme aglomerado de galáxias MACS J1149.6+2223) distorce e amplifica a luz da supernova que explode muito atrás dela. Os raios de luz seguem múltiplos caminhos diferentes ao redor do poço gravitacional da galáxia — dobrando-os e refocalizando-os como uma lente cósmica natural — criando quatro visões distintas da mesma explosão exata! As quatro imagens formam um padrão perfeito em forma de cruz conhecido como Cruz de Einstein (nomeado em homenagem à previsão desse efeito de Albert Einstein na relatividade geral). É como ver a supernova quatro vezes de ângulos ligeiramente diferentes no espaço-tempo, todos chegando com pequenos atrasos temporais devido aos diferentes comprimentos de caminho. Esse sistema é uma mina de ouro para a ciência: ao medir esses atrasos e ampliações, os astrônomos podem refinar modelos da distribuição da matéria escura na galáxia em lente e em todo o aglomerado. A matéria escura — invisível, mas compõe a maior parte da massa do universo — desempenha um papel enorme nessa curvatura, então essas observações nos ajudam a mapear sua influência misteriosa com mais precisão. O aglomerado em primeiro plano e sua galáxia elíptica estão a cerca de 5 bilhões de anos-luz de distância de nós. A própria supernova explodiu ainda mais atrás, cerca de 9,3 bilhões de anos-luz de distância — o que significa que estamos testemunhando um evento de quando o universo tinha menos da metade da sua idade atual! Essa descoberta icônica (da SN Refsdal, nomeada em homenagem ao astrofísico pioneiro Sjur Refsdal) foi anunciada em 2015, mas continua sendo um dos triunfos mais celebrados do Hubble no lente gravitacional — provando que Einstein estava certo mais uma vez e nos dando um lugar privilegiado para a arquitetura oculta do universo. Crédito da imagem: NASA/ESA/STScI/UCLA (frequentemente mostrada com as quatro imagens amarelas de supernovas espalhadas pela galáxia central, em meio aos arcos azuis distorcidos da galáxia hospedeira de fundo!)Um lembrete impressionante: a gravidade não apenas puxa — ela remodela a própria realidade ao longo de bilhões de anos-luz.

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